«A barricada fecha a rua mas abre o caminho» 26 > 28 de Novembro de 2010
«A barricada fecha a rua mas abre o caminho» 26 > 28 de Novembro de 2010
O grito “aux barricades!” despertava um fervor revolucionário nas ruas de Paris e era correspondido com o mesmo empenho pelas gerações de Julho de 1789 ou as de Maio de 1968.
A barricada e a República partilham uma história comum, umas vezes exaltada, outras inoportuna. Se em tempos romantizou os ideais de luta do povo contra a opressão e promovia os “mártires da pátria”, noutras era incómoda e lembrava o sangue que tinha sido derramado pelo novo homem que se queria civilizado e fraterno.
Interessa-nos a ideia de barricada. Enquanto símbolo, pela sua intervenção efémera no espaço público, enquanto acto espontâneo e colectivo. É uma muralha improvisada feita, regra geral, pela facção mais fraca para nivelar as hipóteses de sucesso. Dos seus dois lados opõem-se os que querem mudar contra os que querem continuar. É o lugar onde os corpos representam as ideias. É uma nova fronteira que aparece para cortar com clareza o lado de cá e o lado de lá.
Queremos, neste workshop, trabalhar num projecto colectivo seguindo os processos que utilizamos enquanto dupla: utilizar a fotografia como registo de uma acção que desaparece no espaço e se perde no tempo, bem como, construir uma determinada paisagem através dessa acção. Reflectir sobre a forma como a imagem da barricada tem sido repetida ao longo da história da pintura e da fotografia.
O projecto tem linhas orientadoras, mas no final dependerá do contributo dos participantes.


workshop orientado por José Nuno Lamas e Valter Ventura onde está integrada
“A fotografia como limite”, conferência por Nuno Faria, no dia 27.